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domingo, 5 de julho de 2009

A vida te levou

Ainda escrevo na areia a alegria de te ver,
sentado esperando o sol se pôr,
ou quem sabe nascer.
Eras, assim, fragil como um sonho de verão,
que as tardes frias de maio fizeram esquecer.
Nunca mais te vi,
nem pelas ruas que andas, passei.
Te foste para o mundo,
e ele te engoliu,
levando aquele tempo em que éramos apenas jovens,
sem um rumo certo.
Ficaste grávida,
sumiste do mapa,
andaste para onde nem imagino.
A vida é assim,
apenas um pedaço de cada fim.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Poemeto

Eu me perdi naquelas duas bolas
escuras perdidas na escuridão.
Juro, se teus olhos fossem um país,
fazia uma revolução.
Mas escrevo palavras,
nunca peguei em armas, não.
Deitada em teu mundo,
juro, a vida tem sempre uma solução.
Lá se vai a crise,
já nem sei da depressão.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Cenas urbanas

Havia algo de humano no olhar da moça de cabelos vermelhos que pedia calma para o seu amor, hoje, ao meio dia na general câmara. Ele resoluto, nãoa ceitava, e ela argumentava com uma fragilidade, com uns olhinhos de quem quer apenas paz. Ele bufava. Fazia que não com a cabeça. Ela triste, vendo o amor indo embora pelo ralo, gesticulava, tentando explicar algo que parecia inexplicável. O corpo cansado de tanto imaginar a volta, de tanto sonhar com um abraço, com um perdão. Ele, acima do peso, vermelho nas bochechas, achando-se cheio de razões, de motivos, não aceitou nada, nem as mãos dela que pareciam tentar acarinhá-lo. Eu olahndo pela janela do lotação, torcendo para que ela voltasse feliz para o trabalho. Que ganhasse o seu abraço, o seu beijo, o seu perdão. Então, uma mulher entrou, me distraí. E quando vi, cada um ia para um lado da rua. Seguiam caminhos opostos. Ela triste, com olhar longe, não acreditando que o perdão não veio. Ele, bem, ele voltará. Quando cair na real de que ela gosta de verdade dele.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Mi morocha

Yo te amaré, mi morocha,
com teus olhos pedindo carinho,
teus olhos pedindo perdão.
E quando estiveres cansada,
mi morochita,
farei de tudo para que possas
dormir em paz.
Te amaré, mi morocha,
con los ojos cansados,
con las manos llenas de amor.
Ah, morocha,
soy de ti,
soy de quién me quiere
de quién extraña me.
E a tua falta
caminha pela casa como um fantasma
querendo nunca ser olvidado,
como tu,
como tudo que sinto por ti,
mi morocha de pellos niegros
y amor más grande del mundo.

domingo, 3 de agosto de 2008

Não

Tem dias que não temos coragem de dizer não. Sabe, aquele não convicto. Aquele que tu enches a boca pra dizer ou gritar. Ser feliz vem muito daí. E ser corajoso também.Eu resolvi dizer um não bem grande, cheio de letras e sons. Vejo que não é dos cancerianos dizer não. Eu observo outras pessoas de câncer e elas não conseguem. Bom, disse um não pro que me deixava aflito, pro que eu não concordava, pros erros e a falta de ética dos outros. Disse não também para quem quisesse ver, para o meus comodismo.

Vejo que poucas pessoas têm conseguido isso. Eu tenho medo, sempre se terá. Pode ser que dê tudo errado, que não consiga nada. Que o tiro saia pela culatra. Medo. Mas medo faz a gente andar, faz a gente sentir que está vivo. Medo de nunca mais conseguir algo, de morrer na sarjeta, de não ser mais nada. Agora, tudo pode ser diferente. Sempre há dois lados de uma mesma moeda, mesmo que seja tão clichê. Estou apostando nisso. Tomara que dê tudo certo. Tomara.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

De volta

Sei que fiquei um tempo sem postar. Nada de especial, apenas fui deixando. Idéia para posts havia. Acho que o que falto foi sentar e colocar tudo. Bom, vamos às notícias.

Há uma ano atrás, eu só tinha andado de avião com 8 anos. Sério. Pode parecer mentira, mas não é. Bom, semana que vem vou, de novo para Recife. Fampress com tudo pago para lá. Passarei o Dia dos Namorados ao lado da Alê, que alegria!!! Na outra semana, tudo indica que irei para Sampa. Aí, eu que nunca mais tinha viajado de avião, estou viajando bastante. E que coisa boa. Ontem, a Carol se deu o trabalho de fazer uma restrospectiva do meu último ano e percebi quanta coisa aconteceu. Parece final de filme, heheheeh!!!!

Uma unha encravada me fez conhecer uma profissional que nem sonhava que existia: a podóloga. O dedo tava me incomodando tanto que eu nem consegui pensar. Então, saí, desesperado atrás de alguém para resolver o meu problema. Sei que só achei alguém na frente do Zaffari da Getúlio. Tive que caminhar um monte com o dedo me torrando o saco. Bom, sei que essa unha me custou uma grana, mas finalmente ela vai crescer direito. Desde que eu deixei cair uma gaveta em cima do pé, ela nunca mais foi a mesma.

E esse friozinho, hein? Coisa bem boa!!!! Vou sair dele para o calorão de Recife. Pelo menos vou tomar banho de mar!! E fritar as gorduras, no sol de lá.

E me decidi a fazer um MBA. Vai ser bem bacana e dispendioso, mas poderá me dar novas possibilidades. Enfim, as coisas vão muito bem! Isso que é bom, a vida mudar de um ano pro outro. Apesar de que, quando tu estás no mau momento, não percebes que a vida pode mudar. Tá, chega de falar de mim!!!

sábado, 17 de maio de 2008

Conversas de botas batidas

Pois é, e morreu a Zélia Gattai. Quando lembro dela, estava sempre ao lado do Jorge Amado. Me lembrei dessa música dos Los Hermanos depois disso. Lembrei dos meus avós, mas eles não eram tão agarradinhos como era o Amado e a Zélia.


A boa de cama

Não me perguntem por quê, quer dizer, podem perguntar sim, mas a tática do braguetaço é a melhor coisa que um ser humano de 30 ou perto disso pode ter na vida. A Carol vai enlouquecer comigo, porque esse vai ser mais um texto anti-romântico. De repente, possa ser esclarecedor. Pois bem, ontem, umm amigo me contou isso. Apaixonou-se por uma ninja no sexo. Ela não é bonita, não tem peitoral de bunny da playboy, mas ela manda muito bem na demarcação bediana. Aí, que o cara só quer saber de transar com ela. Nada de namorar. Pra que namorar? Ele não quer desfilar com ela por shoppings, nem ficar de love story pelos parques da cidade. Ele quer é comê-la. Pura e simplesmente bimbar. Aí, que a guria quer romance. Numa grosseria, ele poderia dizer que era pra ela comprar um livro. No entanto, ele quer é repetir o prato,por isso nunca diria isso. Tá, e aí que a guria encanou de fazer sexo com amor. Pra quê? Ele só quer é ter um corpo pra desentocar a raiva cotidiana. Então, nada de amor, só fuck mesmo. Contudo, a moçoila fez greve e achar uma mina que satisfaça as necessidades com afinco e capricho não é algo fácil. Tipo, ela dança no ritmo dele. Aí, que por um bago, o cara cogita namorar com ela. Mas só para trepar, mesmo. Vai continuar indo atrás de algo melhor, segundo ele. Porque eu fora, não dou opinião, nem conheço a chica. Logo, será que o cara tá errado? Sei lá, a vida é feita desses dilemas. Só que, sinceramente, se a mina manda bem e é uma gueixa na arte de fare l'amore, tem que manjar que isso poderia acontecer.No entanto, é meio sacanagem com ela, já que todo mundo quer uma paixão. É complicado. Porque ele ama ela, ou melhor a maneira que ela faz o coito, não ela. Na real, ele me mostrou a foto dela e digo, segunda divisão. Sem mais. Mas a mina é bacana, pelo que ele contou. Daqui a pouco, ela cansa e o cara corre atrás. Tudo porque ela manja as táticas e dribles da cama... A vida é estranha!!!!

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Dias bons, dias ruins

Pois é, hoje fui num evento no Plaza São Rafael.Incrível como é sempre a mesma ladainha. Olha, se querem ter vida boa, façam algo ligado ao turismo. Comida, bebida, viagens, tudo disgraça. Na mesa, jornalistas que nem são jornalistas. Tão lá apenas pra comer e tirar umas fotinhos idiotas. E eu alí, tomando um pouquinho de chamapanhe. Bem, pouquinho, disse pro garçom. Mas os tiozinhos, nem aí, dê-lhe beber champa e falar mal das pessoas que iam lá na frente discursar. E aí, sempre a mesma ladainha. Sempre.

Saio do trabalho, vou comprar a roupa do "casamento" da minha irmã. Visto uma calça, ela gruda na minha perna, pareço um bailarino do Top Secret. Aí, vou pra um tamanho maior,ainda ficar coladinha ao corpo. Vou pra outro, um pouco menos, mas ainda, está. Descubro que a calça tem lycra. Mas é bonita, acabo comprando, vou de bailarino espanhol, amanhã.

Vou comprar um perfume na tendinha da Laqua di Fiori. A mulher, coitada, não deve falar com ninguém. Então, fala sozinha. Várias vezes,ela fala uma coisa e responde logo em seguida. Deve ser foda ficar naquele chiqueirinho o dia todo. Escolho um. Ainda não me acostumei com fragrância. Vamos ver. Perfume é que nem cortar o cabelo, aquilo vai te acompanhar por longos dias e vai marcar as memórias de um período de tempo.

Bom, e era isso pessoal!!!!

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Vovó querida

Minha vovó foi pra uma clínica sábado. Era melhor, mais segurança, vai ser melhor cuidada, essas coisas. Bom, hoje, fui visitá-la. Comprei um vasinho com rosas e me dirigi ao local onde ela está. Aí, passo pela salinha e aquele monte de velhinhas. Todas olhando pro vaso. Deu uma peninha!! O abandono que as pessoas mais velhas passam é terrível. Bom, subo e entrego pra minha vovó o presente. Batemos papo. Ela opina sobre o que foi contado da minha vida recente e tal. Me despeço. Minha irmã precisava do carro. Bom, eram umas 19 e 30, ligam da clínica. A vovó caíra de rosto no chão e abrira o supercílio. Mas estava tudo bem. Essas coisas. Bom, ligo pros meus pais que iriam ver a filha da minha prima, aquela do Joselito, lembram? Aí, eles mudam o rumo e tocam em direção da clínica. minha irmã menor chega e vamos pra lá também. Antes disso, ela liga pra minha mana mais velha que também iria pra lá. bom, chegando, a velhinha tava toda inchada. Pobrezinha, escorregou da cadeira e se foi no chão. Cada dia, mais fragilzinha, minha vovó. Sei que ela não tava triste. Sabe por quê? Nessas todas, a família inteira foi visitá-la. E qual é a alegria de velhinho? Ver a família toda de visita. Bom, foi como se ela ganhasse um doce. Parecia que ela tinha ganhado um....

terça-feira, 15 de abril de 2008

Fui salvo pelos Talking Heads

Estava eu, tristonho. Ainda digerindo os fatos recentes. As despedidas, as separações. Aí, por sorte, num cd que gravei para ouvir no carro, escutei a seqüência: And She was, Psychokiller e Wild, Wild Life. Então, melhorou. Meu dia quase foi pro saco. Graças ao David Byrne, melhorou. Obrigado.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Notícias

A tocha olímpica segue pela Europa. Que coisa mais sem graça, isso, né? Seria, se não fossem os protestos contra a China. Pois é, há tempos, que escutamos que aquele país irá controlar o mundo e tal. Já tem gente fazendo mandarim e tal. Aí, agora, lembraram do Tibete. Acho bacana, mas por que demoraram tanto? Sei lá, ao menos lembraram...

No Terra, tem a reportagem de um pai que casou com a filha. Lá, também, semana passada tinha o caso do transexual que tá grávido. Aí, depois de um tempinho, lendo, tu descobres que era uma mulher que trocou de sexo.

Marcianos existem. Depois do fiasco que o meu time fez, ontem. tou eu e a minha irmã voltando de carro. Do lado um senhor nos pergunta quanto foi o jogo. Aí, contamos e ele faz uma cara de puta merda. Sério, em que mundo esse senhor vivia? Com certeza,não era nesse planeta...

E antes que eu me esqueça. Vai pra puta que pariu, Sexy Hot. Putq que pariu, já deu, vai, embora!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!